No Divã, Gisely! de hoje vamos abordar um tema bem amarrotado, um tema talvez bem delicado do ponto de vista ético e moralista. A indagação que fica
é que até quando iremos nos contentar com o digerido e processado dos grandes veículos de comunicação?. Agora deixemos nossa Gisely se aconchegar em nosso divã e desabafar com a realidade.
A indignação com o jornalismo imparcial do nosso País, que é movido pelas grandes mídias formadoras de opinião.
Esta semana nos noticiários de todo o país, assim como eu, creio que todos que assistem, leem, ouvem, enfim, todos que tem algum tipo de acesso à informação ficaram sabendo da distorção sobre o "incidente" ocorrido em um show sertanejo envolvendo o cantor (do mesmo processamento genérico : nasce no interior de Goiás > ganha o primeiro violão daquele tio frustrado no cenário musical > começa a tocar em bares locais > cresce > não desenvolve > algum produtor musical carioca com seus óculos new age decide investir > compra um ônibus de viagem dois andares e com muito adesivo o encobre com sua foto e a frase épica : Turnê 2012 (ou o ano em questão) > cria um site com uma foto de fundo daquela festa em Barretos tirada de cima de um zebilin > entrevistas em jornais locais > começa a se apresentar em grandes festas anuais como a da soja, do milho, do arroz, da ervilha, do abacate, do gengibre, do pão, do vinho, do creme dental, enfim > ao acaso lança alguma música que toca na novela das oito > vira trending topics no Twitter > lança mais um disco cheio de "clichêzinhos" fonéticos e de fácil memorização > apresenta uma ou duas "músicas" de sucesso (com aquela calça de couro apertada que alguém lá na coxia disse que é tendência mas provoca gangrena) no Domingão do Faustão > depois de chegar nesse nível se sente no poder de pedir duzentas toalinhas brancas no camarim) Gusttavo Lima. A memória dos brasileiros costuma se desfazer mais rápido que o tempo, com tal alienação a qual as pessoas são impostas e aceitam como se fosse uma bebida que ceifasse a sede no deserto, de forma precipitada.
A notícia a qual me refiro foi publicada de diversas formas, colocando o cantor como uma pessoa que não teve a intenção de causar dano algum à uma fã vulnerável, coisa que não condiz ao fato, e eu li diversas matérias intituladas das seguintes maneiras: “Gusttavo Lima quebra e arremessa pedaços de guitarra em seu fãs durante um show e fere uma criança”; “Cantor sertanejo quebra guitarra no palco e atinge seus fãs com os destroços”, “Gusttavo Lima lança aos fãs pedaços de sua guitarra quebrada em show” e por aí vai a longa e cruel realidade de uns jornalistas baratos que infelizmente envergonham a classe e os não-alienados.
A minha indignação como deixo claro desde o princípio não é com relação aos envolvidos e sim com a maneira esdrúxula e reprovável em que centenas de matérias são reproduzidas para os espectadores, distorcendo os fatos e os fazendo acreditar no episódio da forma que melhor os agradam e assim faz comercializar-se mais, sempre procurando obtenção de lucro, independente de qualidade, até porque nem mesmo os consumidores de informações muita das vezes não estão interessados em buscar saber o que realmente aconteceu e simplesmente espalham de modo massificante o que foram ingenuamente induzidos a acreditar ser real, tornando o fato distorcido a “história-real”.
O que pretendo com esse texto relevante e de certa forma falho, é chamar a atenção das pessoas para a não-alienação, pois se tivermos mais interesses em que nosso País, estado, cidade, bairro, enfim, que nós mudemos, é necessário ter opinião PRÓPRIA, é necessário CRITICAR, o que é quase utopia de seus leitores, que são facilmente levados pelo que passa de forma manipulada por grandes mídias.
ATENÇÃO À FALSA NOTÍCIA E O QUE SAEM DIZENDO A RESPEITO DOS DEMAIS, A VERDADE ESTÁ EM NOSSOS MEIOS, BASTA ATENTARMOS PARAS AS BORDAS E PARA AS LETRINHAS PEQUENINAS CONTIDAS NOS RODAPÉS, muita vezes é para lá onde vazam toda a história, todas as informações, tudo o que é verídico, o bruto dos fatos, que lhe acrescentam algo de valor e "realmente real".
Texto de Gisely Rodrigues, revisão de Um Tanto Anormal!

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