"Em terra de cego, quem tem um olho é rei", e em terra de Língua Portuguesa quem tem uma boa escrita é PHD e Nobel linguístico. Convenhamos que nossa língua não é uma das mais fáceis, mas não é porque que é no mínimo um pouco mais complexa devemos encurtar, embaralhar, estilizá-la. A regra é clara, Grande Arnaldo!
Então a pedido do leitor e amigo Gustavo Alves, o Um Tanto Anormal posta nesta sexta 10 das maiores atrocidades que os brasileiros fazem com sua língua, seja ela na escrita ou falada, sejam eles bobos ou terríveis. Esses erros gramaticais acabam com qualquer espírito samaritano de um cidadão qualquer (desde que este tenha o terceiro grau completo de forma regular), fazendo com que Doutores e Mestres de Língua Portuguesa molhem os travesseiros de lágrimas todas as noites, de tristeza,e de angústia por verem cada crueldade.
É como diz as sábias palavras de Teresa Teth: "As feridas da língua portuguesa vão se abrindo lentamente toda vez que violentamos sua ortografia", se formos representar suas palavras a situação seria mais ou menos parecida com esta:
Agora chega de lenga-lenga e vamos ao TOP 10 das maldades com o pobre Português
#10 "Concerteza"
Com certeza essa é a realidade mais comum em fóruns da internet, redes sociais, redações de ENEM e não fique surpresos com isto em teses de doutorado. É, meus caros, a realidade é tensa!
E o correto? "Com certeza" são duas palavras, formando uma expressão que significa "sem dúvidas", "certamente", "é claro", "é lógico".
#9 "Agente"
Um dos maiores desafios da Galáxia seria descobrir quem de fato é esse espião, sempre invade os textos de forma sorrateira, e por mais que você termine um parágrafo aliviado lá está ele, colocado, ciente de sua desfunção linguística. Em textos descritivos de suspense então é um festival de "agente fomos", "agente viu", ah que dor no estômago!
E o correto? O correto é "a gente". Quando possui função de pronome, substituindo de modo informal a palavra "nós", o certo é escrever as palavras separadamente. Lembrando que a conjugação do verbo é na 3ª pessoa do singular.
#8 "Quiz"
Sério, não sabemos mais até onde vai essa invasão da cultura norte americana porque até os verbos estão se adaptando à essa onda, no caso o "quiz" acima não se refere ao jogo e sim ao verbo "querer"
E o correto? O correto seria se o "quiz" ficasse apenas em sms de operadoras e não invadisse textos do ensino fundamental e ofícios de prefeituras interioranas.
#7 "Mais e Mas"
"Mais não está certo", "eram duas meninas e mas um menino". Muita, mas muita gente cometem esse absurdo escancarado sem perceber. É claro que ninguém é de ferro, mais já que é pra escrever errado vamos escrever de um jeito mas bonito!
E o correto? O correto nesses dois casos seria ao se referir a "mais" com ideia de adição e "mas" com sentido de "porém" ,adverso a alguma coisa.
#6 "Menas"
Deitar na BR, equivale. Porque essa insistência tamanha de transformar o pobre advérbio ainda que masculino em uma "advérbia". Coitado, Pasquale manda notícias, viu?
E o correto? O correto é "menos". Pois trata-se de um advérbio de intensidade, é invariável, não tem como mudar o gênero.
#5 "Derrepente"
Você lendo sua coluna de saúde na sua revista semanal quando derrepente percebe que muita laranja provoca câncer de ombro, você vira a página e vai ler como decorar sua sala com pneus velhos. É por aí que os erros são injetados, você deixa de perceber que eles estão ali na sua frente, e de tanto repetitivos parecem corretos.
E o correto? O correto seria você parar de chupar laranja feito macaco do mato (ironia o caso das laranjas pessoal) e prestar mais atenção na sua professora grisalha de Português porque o correto é "de repente" que exprime duas palavras significando: "inesperadamente", "do nada", morou?
#4 "Anciedade"
- Motivo de depressão pós correção de redações - Um erro bobo e muito cometido.
E o correto? No caso se acalme, e nunca mais cometa esse erro, pois estamos a ponto de pingar limão nos olhos por isso, não seja "ansioso" e preste mais atenção na hora de botar o pensamento na ponta do lápis!
#3 "Duzentas Gramas"
Cara, ainda bem que você tem o Um Tanto Anormal ao seu favor, porque se nós não adiantássemos pra você, será bem provável que um dia você chegue no supermercado (se é que já não aconteceu) querendo presunto e receba uma sacolinha de mato. Cá entre nós, "duzentas" é a mesma coisa de pedir 2 centenas de verdinhas, querendo duzentos gramas de presunto.
E o correto? Temos muita pena de trabalhadores escravos em carvoaria no interior do Rio Grande do Norte, mas nada se compara a dor que temos em ouvir os desabafos dos açougueiros com ensino médio pelo Brasil, dói neles não poder vender mato pra cada jumento que encosta no balcão. Então, na hora de pedir sua medida lembre-se das graminhas, se tratando de pesos e medidas, a forma correta é "duzentos gramas", uma vez que o substantivo "grama", nesse contexto, é do gênero masculino.
#2 "Porisso"
SIM! Ainda há quem escreva isto! Entretanto antes de rir deles, vamos rir do Estado que não os capacitam para uma formação decente, e mais que rir, vamos nos constranger e exigir o que é direito na Constituição, não vamos nos contentar com pouco, então fica a dica pra hora de votar, despeje o dedo com gosto naquele candidato realmente interessado com a boa educação pública no Brasil, país esse que se orgulha em dizer que é a 6ª economia e se envergonha em ter que relatar que o nível da Educação é de país bem mais pobre.
E o correto? Lembre-se sempre quando for escrever que o certo é "por isso". Trata-se de mais um caso em que muita gente resolve aglutinar duas palavras, qual foi? Preguiça de digitar um espaço?
#1 Mix da pronúncia
E pra fechar com chave de platina banhando a ouro de grutas virgens da Malásia, fizemos um mix das maiores tristezas da pronúncia
"Mortandela, mendingo, asterístico, cardaço, iorgute, frigurífico (lembro bem, ai credo, a pessoa parecia um peru falando isso, kkkkkk), de menor, de maior, sem contar os vídeos de linguagem: menino homem, menina mulher, subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro" . Quem nunca?
O intuito do Um Tanto Anormal não é ridicularizar os falantes da Língua Portuguesa e sim os alertá-los para as maldades deles para com a tal. Nada custa para exibir um certo domínio da fala e da escrita, obviamente que ninguém precisa se tornar um Oswald de Andrade da vida, todos nós já cometemos erros tão feios quanto estes, ninguém está imune a mais um deslize e melhor que rir de quem erra, é corrigi-lo para que não se repita!
A vida saudável do Português agradece!